quarta-feira, 26 de novembro de 2014

God Jul ✯

O Natal está quase aí e resolvi enfeitar a casa.

Este ano tenho o O. comigo para viver um pouco do espírito natalício antes de ir para a Suécia. E como #terumsuecoemcasa é aprender a dizer bom natal em sueco, fiz uma placa com as palavras "god jul".

Materiais

Cola branca
Placa de madeira
Sal grosso
Sal fino



Comecei por escrever com a cola "God Jul" e fazer dois flocos de neve nos cantos. Em baixo deixei um bocadinho de cola para parecer ter um manto de neve.


Depois salpiquei a cola com sal grosso e preenchi tudo com sal fino para dar a ideia de que é escrito com neve...


No início, a cola formou uma mancha que parecia molhado à volta, mas secou em dois dias.


Algum do sal caiu, mas ainda assim gostei do resultado. :)




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tento na língua e all star nos pés

No final de Agosto fui convidada pela AEISCAP (Associação de Estudantes do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto) para participar na XXV ISCULTURAP - a Semana Cultural do ISCAP.

E por "participar" leia-se "ser oradora convidada". Estes convites deixam-me sempre lisonjeada e ligeiramente incrédula. Por que raio é que as pessoas hão-de querer ouvir o que tenho para dizer? Mas a verdade é que gosto imenso. Divirto-me sempre e adoro conhecer novas realidades e pessoas com outro tipo de formação e de outras áreas.

Neste caso, quando perguntei às minhas colegas de trabalho o que devia vestir (sou gaja, desculpem lá) elas disseram-me que devia ir de ténis All Star - porque "era mais eu". Fui. Rosa-choque, porque eu sou assim. Levei um blazer para disfarçar a coisa e acho que correu bem.

O auditório estava - como se diz - bem "composto" e, dentro do possível no período pós-prandial, a audiência estava atenta. Digam o que disserem, eu acho que foi por causa dos All Star rosa-choque.

Numa altura em que os jovens estão assustados com o futuro e com o desemprego, é importante que percebam que é possível chegar aos objectivos, mesmo num mar de adversidades. Há alguns conselhos que podem ajudar a alcançá-los e foi nessa base, com o apoio de alguns exemplos, que fui conversar com eles.

Para mim, muito mais do que fazer um discurso é importante haver perguntas. Não aceito ter menos de 3 perguntas nestas coisas. Tento sempre pôr a audiência à-vontade o suficiente para não terem medo de pedir o microfone e perguntar o que quer que seja. Mas, fazendo aqui uma referência ao título deste post, tenho de ter tento na língua para não dar falsas esperanças ou, por outro lado dar espaço ao desalento.

No geral, a experiência foi muito positiva, foi muito bom conhecer jovens cheios de motivação e com cabeças prontas para mudar o mundo.

Resta-me agradecer à Vera Santos o convite e dar os parabéns a todos os membros da AEISCAP pela organização do evento. Venham mais!




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

10 coisas antes dos 30

Vou fazer uma lista de coisas que quero fazer antes dos 30.

Esta ideia já me tinha surgido há uns tempos, mas esta semana a amiga S. ajudou a relembrar porque descobriu o seu primeiro cabelo branco. Eu já tenho vários "primeiros cabelos brancos" mas não é bem isso que me move. São os 27 que ainda agora chegaram e que parecem já estar a fugir.

Há uma série de coisas que quero fazer na vida, fazer esta lista é imprimir-lhe urgência e é só uma desculpa para tentar fazer com que aconteçam mais rápido. Não garanto que cumpra estes 10 itens, mas posso tentar.

1. Ver uma aurora boreal (tenho viagem marcada para Janeiro!)

2. Visitar o Stonehenge.

3. Fazer um interrail.

4. Fazer todas as receitas (sem fugir a nenhuma das instruções, medidas ou utensílios) de um livro de receitas que eu escolher num determinado espaço de tempo.

5. Ir a Budapeste.

6. Começar a escrever - a sério - outro livro.

7. Experimentar meditação.

8. Fazer um diário.

9. Andar de Balão de ar quente.

10. Vender algo que eu tenha feito à mão.

Não vou deixar mais nenhum item, não só porque gosto que a vida me surpreenda, mas também porque não quero viver agarrada a metas. Quando concretizar alguma deles, mantenho-vos a par.

Vamos lá, um dia de cada vez!


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

..e tempo, senhores?

Entretanto, dentro da minha cabeça:

- quando tiver tempo faço!
- mas fazes o quê?
- os posts todos que tenho para fazer e escrever, sinto falta de escrever....
- e tempo?
- hei-de ter!
- ...olha! o Pai Natal também não existe.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Bom dia.


vamos lá a isso...

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Dos sussurros

Desconfio muito das pessoas que sussurram. Não quer dizer que não goste de um bom sussurro - há coisas que são estupidamente agradáveis de se ouvir em sussurro.

Não é isso que estão a pensar, seus badalhocos. Digam lá que não é uma doçura ouvir uma criança contar-vos um segredo, mesmo que seja um "o meu pai tem um carro branco".

Adiante. Sempre me ensinaram que "dizer segredos" é feio. E as pessoas que fazem disso um hábito no dia a dia assustam-me. As que passam os dias a usar as palavras sub-repticiamente. Aquelas que se riem entre-dentes e tem um olhar inquieto. Não gosto. Sinto que estão sempre a babar veneno por entre os lábios e eu costumo fugir dos venenos, salvo uma ou duas excepções.

Mas também há as pessoas que sussurram porque são tímidas, têm medo, pedem constantemente desculpa por existirem. Dá-me vontade de lhes plantar uma bela palmada nas costas para ver se tossem alguma energia.

Enfim. O que eu quero mesmo é que se fale mais e que se sussurre menos.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dos aniversários.


domingo, 14 de setembro de 2014

Happy Holi Festival

Há um ano foi assim. 
Quero mais... e não só das cores. Dos amores.

video

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sou de direita.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

São tão grandes, as coisas pequenas.

São as piadas parvas. São as palavras desconfortáveis. São as flores colhidas e oferecidas. São as sugestões que vêm do coração. São os risos dos amigos. São os sotaques. São os sabores da infância. São os abraços de quem não se vê há muito tempo. São as noites à lareira. São as conversas até de madrugada. São os senhores polícias à porta. São as tendas e os sacos-cama. São as toalhas de praia. São as pipocas. São as fotografias. São as estrelas cadentes. São os ténis coloridos. São as lágrimas. São os mergulhos. São as perguntas certas. São as vozes desafinadas. São os brindes. São os bolos da avó. São os licores da mãe. São as madressilvas. 


São tão grandes, as coisas pequenas.






segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sonhar faz mal.

A sério. Faz muito mal. Não estou a falar do sonhar durante a noite, entre a fase NREM e a fase REM. Estou a falar daqueles sonhos que vêm de uma ideia. De uma associação de pensamentos que leva àquele pensamento (terrível!) que é: "eu podia fazer aquilo!". Daqueles sonhos que podem acontecer enquanto levamos uma bolacha à boca ou enquanto tiramos um anel do dedo.

Vamos a exemplos: uma pessoa está a fazer scroll pelo newsfeed dos amigos e vê alguém que começou a trabalhar como voluntário no Cambodja. Devagarinho a nossa mente mete tudo o que precisamos - e aquelas coisas que nunca vamos usar também - numa mochila e põe-nos um bilhete de avião na mão. Damos por nós a pensar "eu podia fazer aquilo!". 

E a nossa mente é sacana, conhece-nos bem. Diz-nos que sim, que podemos largar tudo e metermo-nos no avião de mochila nas costas e coração na mão para explorar o mundo, conhecer pessoas e ajudar no que pudermos. Diz-nos que sim, que podíamos ir à poupança, largar a casa, alugar o carro... meter a vida numa mala durante 3 meses.

Diz-nos que sim porque sente o corpo sentado a um computador que só no mostra possibilidades, mas que não nos leva à porta.

Sonhar faz mal. Deixa-nos com aquela angústia cobarde de quem quer tanto, mas não tem coragem. Acorda tanta coisa dentro de nós, enche-nos de energia boa, sim. Mas é como uma falsa partida. Começamos cheios de força e rapidamente percebemos que não vamos a lado nenhum porque (inserir 30-razões-plausíveis e mais 10-razões-estúpidas-que-só-servem-como-desculpa-para-não-fazer). 

Sonhar faz mal, malta. Cuidado com isso.





quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O problema de vestir chique...

...é não ter onde limpar os óculos.

É uma porra. Para os desastrados como eu, que estão constantemente a imprimir dedadas nas lentes dos óculos, é uma situação assustadora.

Ali estamos nós com uma bela dedada na lente, a ver tudo meio desfocado e a pensar numa solução. Sim, porque agora que somos pessoas sérias já não usamos t-shirts de algodão com frases parvas. Nem hoodies de algodão com bonecos. Nem nada de algodão (que possamos usar para limpar os óculos em público).

Então damos por nós a olhar à volta e a pensar em soluções. E, que nos perdoem, mas olhamos para os nossos colegas quase com vontade de lhes pedir para emprestarem um cantinho da camisola...

Depois olhamos mais uma vez e vemos que também não estão a usar nada em algodão.



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eu é mais ténis.

Vá não pensem que sou daquelas que abomina os saltos altos e foge de saias. Nada disso. Até danço de saltos altos. No problem.

No entanto, nada bate uns all star com uma cor divertida. No dia-a-dia gosto de andar confortável, pronto.

Nos dias em que me sinto mais sexy também tiro os saltos do armário e visto o vestido fino. Faço-o sem problemas... mas quando realmente o sinto. 

O problema está nos dias em que tenho de o fazer. Mesmo quando não me apetece, mesmo quando não estou a sentir esse estilo. Só porque há alguma coisa no meu dia - que não é algo que eu goste de fazer - que me obriga a tal. 

Nesses dias... I'm sexy but not happy.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Mais um desafio.

Ainda nem recuperei bem do #100dayshappy que fiz no instagram e já me estou a meter noutro.

Desta feita é físico:


wish me luck.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Mudei


Mudei de emprego.

Curiosamente não fiquei nervosa, mas também não fiquei indiferente.

E mais uma vez é tudo novo, tudo diferente. Maior. Assustador? Mas se não fosse assim era mau sinal, acho eu. Significa que estou a tentar andar para a frente, crescer. Não será por acaso que lhe chamam "dores de crescimento".

Num ambiente onde tudo me é estranho, os primeiros passos para me ambientar nem sempre são fáceis. É como reaprender a andar. Testar um novo terreno. No entanto, parece-me que recuperar velhos hábitos pode ser um começo.

Por isso, acabei de criar uma pasta no desktop, assim com letras garrafais, chamada "TRABALHOS". E agora é seguir caminho... que não está na moda voltar para trás.

quarta-feira, 12 de março de 2014

No que diz respeito a palavras...

Não gosto de frases curtas.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Detesto e Doente começam com a mesma letra.

Cá para mim não é por acaso. 

Detesto estar doente. Aborrece-me terrivelmente a falência do corpo. Cãibras, lesões e doenças são do mais irritante que há. E a idade pesa. É uma porra, mas pesa mesmo. Sempre que ouvia esse tipo de chavões achava que a mim não me iria pesar... que, por alguma razão, eu era mais forte, tinha mais energia. Balelas. 

 E o facto de ter crescido numa zona de campo, rodeada de animais e alimentos orgânicos era suposto ter-me deixado mais forte contra virús e bactérias. Balelas. 

Desde que estou na "cidade" que fico doente como os outros. E ultimamente tenho ficado doente tantas vezes. As teorias são muitas: alguns culpam os transportes públicos, outros o ar condicionado do trabalho, outros o entra-e-sai da piscina quando vou à natação, há quem culpe as janelas lá de casa que não fecham bem (se calhar devia enviar as contas médicas à senhoria). Eu até me alimento com mais cuidado, faço exercício, agasalho-me. Vai dar ao mesmo. 

No início do ano tive uma amigdalite do demo e estou outra vez apanhada do nariz - desta feita com direito a ouvido tapadinho de todo. Cá para mim tenho o ouvido cheio de ranho.

Por alguma razão o ranho que o meu nariz estava alegremente a produzir queria sair, mas perdeu-se e enfiou-se numa estrada que foi dar ao ouvido. Agora se calhar está à espera de resgate com uma bandeirinha feita de muco seco que diz SOS. 

Fico sempre surpreendida com a capacidade que o meu corpo tem para produzir ranho. E nunca percebi muito bem para que é que serve o ranho. "Ah e tal é para não desidratar as mucosas e é para tirar partículas que fazem mal." Se me dissessem que com 2 quilos de ranho perdia 397 kcal é que era conversa. Mas vamos lá ver a definição de ranho...
ra·nho - substantivo masculino [Plebeísmo] - Humor mucoso das fossas nasais; muco, monco. 
"ranho", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
O que isto me diz é que o ranho é a forma gelatinosa que o nosso nariz usa para gozar connosco. Era só isto. Obrigada.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Acinzentamento.

Gosto muito pouco de zonas cinzentas. Curiosamente dou por mim enfiada nelas mais vezes do que gostaria de admitir. Nem gosto muito da cor cinzento, apesar de usar bastante (porque fica bem com todas as outras cores, das quais gosto tanto!). Não gosto quando Lisboa acorda cinzenta e as nuvens ficam por ali carrancudas a vigiar-nos os passos. Não gosto do lápis preto na pálpebra que se torna na sombra cinzenta mal-espalhada ao final do dia. Mas o que me chateia mesmo são as zonas cinzentas, o é-mas-não-é, o acho-que-sim-mas-penso-que-não, o vou-estar-posso-estar-talvez-não-esteja... todas essas zonas são lugares incómodos, frios e cinzentos. Nunca percebi muito bem como é que se dá este acinzentamento. Quando olhamos para o lado já lá estamos.Estávamos a caminhar em direcção ao sol e - pimbas - a bela da nunvem cinzenta aparece para nos roubar as certezas. Acho que o cinzento se alimenta de indefinições. Quando dou por mim numa dessas tento fugir o mais rapidamente possível. O problema é que o meu signo é balança - e mesmo que não tenha nada a ver com isso - sou a indecisão em pessoa. Portanto zonas cinzentas são apenas sintomas da doença. Devia estar confortável pelo treino, não é? Não estou. Aparentemente sou uma praticante inconformada do acinzentamento.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Olá 2014




Não sou de resoluções mas vamos lá a isso. Que 2014 venha com a força toda.



- aprender uma nova língua

- ver os toy stories todos (e vou começar já hoje)

- stressar menos

- escrever mais

- apontar uma coisa boa de cada dia num papel e metê-lo num frasco (que vou abrir no fim do próximo ano)

- ler os maias e os lusíadas a sério (já comecei os Lusíadas!)

- usar óculos mais vezes

- parar de ver as horas iguais!! (ex: 17:17)

- ler qualquer coisa dos nobeis da literatura desde 2005 (só ainda li um livro do Llosa)

- continuar a fazer desporto :)

- não torcer nenhum pé (comecei o ano a brincar a isso, não quero mais.)

- continuar a viajar.



E para já, está bom. Vou fazendo outras ao longo do ano.